Para nós o Oco é o vazio, o nada. Referente ao espaço, persiste a intenção de explorar ao máximo a não utilização de espaços preenchidos com cenários descritivos ou carregados de significados. O espaço do ator deve ser um lugar santo, sagrado, desprovido de qualquer maneirismo ou replica do real. Jogamos com os símbolos em nosso processo de improvisações e montagem. O ator não precisa de nada mais do que o seu corpo nu (matéria, mente e voz como prolongação no espaço). Tentamos partir do zero, do nada, do oco. Oco é o cenário, os elementos, os conceitos primários, a energia, a iluminação o figurino, a maquiagem. Pretendemos não ficar presos a épocas, lugares, tempo determinado. Os atos atemporais são de múltipla escolha para o espectador que é o último elemento de cada peça e a ele lhe damos a oportunidade de recriar o restante do vazio que construímos no palco.
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Data de criação : 08/01/08 Última atualização : 08/03/01 22:41 / 9 Artigos publicados